Os tipos de sequência numérica que aparecem nestes treinos

Zuldaven · Lisboa ·

Os testes de série numérica destas aplicações usam um número reduzido de estruturas. Reconhecer a estrutura é quase todo o trabalho: assim que se identifica, o termo seguinte sai por cálculo direto. Estas são as que aparecem com mais frequência.

Diferença constante

A mais comum e a primeira a testar. Subtraem-se termos consecutivos; se a diferença se repete, está resolvido. Vale a pena fazer isto sempre em primeiro lugar, mesmo quando a série parece complicada, porque o cálculo é barato e elimina metade dos casos.

Série numérica com quatro hipóteses de resposta no ecrã da aplicação
Quatro hipóteses, uma correta. Calcular as diferenças entre termos consecutivos resolve a maioria dos casos antes da segunda leitura.

Razão constante

Cada termo é o anterior multiplicado por um valor fixo. Reconhece-se pelo crescimento: se os números duplicam de tamanho a cada passo, quase nunca é diferença constante. O sinal de aviso é a série que passa de dois dígitos para quatro em três termos.

Diferenças de segunda ordem

As diferenças entre termos não se repetem, mas as diferenças dessas diferenças sim. É o caso das séries construídas sobre quadrados ou sobre somas acumuladas. Custa mais um segundo a detetar e resolve uma boa parte do que sobra depois das duas estruturas anteriores.

Séries intercaladas

Duas séries independentes alternadas na mesma linha: os termos em posição ímpar seguem uma regra, os em posição par outra. Reconhecem-se porque a série global não tem padrão nenhum, mas cada metade tem. Se a leitura direta não der nada em três segundos, esta é a hipótese seguinte a testar.

Operações mistas

Alternância entre duas operações: multiplicar e depois somar, somar e depois subtrair. São as menos frequentes e as que mais tempo consomem, porque exigem testar combinações. Num modo cronometrado, vale mais aceitar a perda e passar à série seguinte do que insistir.

O que estas séries não são

Vale a pena dizer o que não aparece nestes testes, porque poupa tempo a quem vem de outro tipo de puzzle. Não há séries que dependam de conhecimento externo — datas históricas, números de matrículas, posições no alfabeto. Não há truques de representação, do género números escritos por extenso ou lidos ao contrário. E não há séries ambíguas com duas continuações igualmente defensáveis: as aplicações constroem os testes por regra determinística e aceitam uma única resposta.

Saber isto muda a estratégia. Se uma série não se resolve pelas cinco estruturas acima, a probabilidade de ser um caso exótico é baixa; é muito mais provável que um dos termos tenha sido lido mal. Reler os números antes de procurar uma sexta estrutura resolve mais casos do que continuar a inventar hipóteses.

Como decidir a ordem dos testes

A tabela resume a ordem que costuma dar melhor resultado quando o tempo é curto, do teste mais barato para o mais caro.

Ordem de teste das estruturas, do cálculo mais barato ao mais caro
Ordem Estrutura Sinal que a denuncia Custo do teste
1 Diferença constante Crescimento regular e lento Uma subtração
2 Razão constante Números mudam de ordem de grandeza Uma divisão
3 Diferenças de segunda ordem Diferenças crescem de forma regular Duas subtrações
4 Séries intercaladas Série global sem padrão aparente Separar e repetir o passo 1
5 Operações mistas Nenhuma das anteriores se aplica Testar combinações

Ordenação editorial deste sítio, baseada no custo de cálculo de cada teste e não em qualquer classificação oficial.

Praticar cada estrutura em separado

Treinar tudo ao mesmo tempo dá pouco resultado. É mais eficaz escolher uma estrutura, jogar sem limite de tempo até a reconhecer de relance e só depois voltar aos modos com cronómetro. O texto sobre o modo Survival explica porque é que a ordem inversa custa tanto.